O "Como" Nojento da Pedofilia
É obviamente natural confiarmos em quem amamos. Confiamos de olhos fechados nossas coisas e outras pessoas que amamos, como filho, filha.
Então, derrepente, justamente quem amamos e confiamos é o agressor. E ele não é só amado, ele é animado, agradável, pra cima, prestativo, de confiança pelo imenso amor da família por ele. Até a primeira vítima vir à tona...
A revelação...
O baque. As crenças estão divididas: "isso é loucura, ele é um tio e pai maravilhoso, essa mulher está louca!"...
Uma vítimas se pronuncia...
A ficha que não cai, todos em choque...
Mais uma vítima fala...
O agressor sabe. Arma o bote, dá o show de dissimulação, ensaia de pronto a sua fala, afinal toda a família, inclusive a sua, está ouvindo os relatos...
As vítimas, uma a uma vão falando após a pergunta do agressor: "o que foi que eu te fiz, fala?"...
E a primeira vítima fala: "eu tinha de 9 para 10 anos, e você me viu trocando de roupa, entrou no quarto e me puxou pra você, eu me debatia e você não me soltava..."
O agressor confirma e pede perdão...
A segunda vítima fala: "você me chamou para o mato, é meu irmão, eu inocente fui e você me agarrou e eu gritava..."
O agressor confirma e pede perdão...
A terceira vítima fala: "eu estava na piscina, o senhor me apertava, eu queria sair e o senhor não deixava..."
O agressor confirma e pede perdão...
A quarta vítima fala: "eu tinha de 8 para 9 anos, você me colocou de quatro, colocava sua mão na boca e esfregava entre minhas pernas e fazia alguma coisa que me machucava muito..."
O agessor pede perdão...
Todo mundo em pânico, em choque, o agressor foi para a reunião em família com a sua família. Seus filhos ouviram ele confessar todos os atos de pedofilia...
Quatro gerações de mesma família...
O agressor é desmascarado definitivamente, cada descrição das vítimas é cortada com um "fiz, me desculpa", frio, como se fosse algo simples a ser perdoado.
O agressor se despede da família dele e some.
A família das vítimas decidem, vão denunciar. A família do agressor sabe que o ato é imperdoável mas se divide entre a justiça e o não ter mais o pai de família que se escondia em pele de cordeiro.
É só mais um em um milhão de casos de pedofilia com o agressor sendo da família.
E é assim em minhões de famílias. É o pai, o tio, o primo que são de confiança, são amados e admirados e são perfeitos em suas máscaras porque jamais podem levantar suspeitas ou deixar rastros...
Aprendizado?
Observar o comportamento das nossas crianças em relação a cada um da própria família. Ouvir e, por mais absurdo que pareça, manter a calma e ganhar a confiança da criança para saber mais e em caso de suspeita manter a calma até ter o bastante para desmascarar e banir mais um monstro em forma de humano.
Relatos vividos
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