Sozinha No Porto, Em Meio Ao Caos
Aceitei essa forma desumana de fim, por conta da sua (...) Da qual preferi me iludir que a maior parte da culpa por essa sua atitude covarde foi "dela".
Passei por tudo sozinha, sem ao menos o teu "ei, me desculpa, a gente não tem mais nada mas estou aqui pra gente conversar, você vai entender". Mas não, você chegou em terra firme e se refez, seguiu a vida como se nada tivesse acontecido, me tendo como morta e enterrada em sua memória. Você me jogou no lixo, onde descarta tudo que te ameaça fraquejar.
Mas agora eu vejo diferente, compreendi - não só, mas com a ajuda de quem hoje tem de mim o que eu não tive coragem de viver com você no "nosso tempo" - que, o que você fez foi estratégico para me tirar do teu coração, pois se fosse terminar "oficialmente", do modo "normal", você não teria conseguido ir, e iríamos então continuar ficando, e ficando, sem nada sólido.
Por pensar hoje diferente, compreendi que, na verdade, você foi muito corajosa e sábia, e por isso te peço desculpa por todas às vezes que eu te fiz sentir mal com os meus comentários e indiretas pesadas.
Hoje, após uma década que me deixou a ver navios, estou finalmente bem. Foi mega bom e não me arrependo, a vida segue! E só tenho a te agradecer pela paciência que sempre tem para esse tipo de coisa, porque coloca a sua velha armadura de gelo e segue.
Cristiana Oliveira
Comentários
Postar um comentário
Olá, é maravilhoso ter você por aqui! Muito obrigada pela visita e volte mais vezes, há sempre um texto que vale a reflexão!